O que é circuito integrado? Tipos e aplicações!

Escrito na categoria "Circuitos elétricos" por Pedro Alves.

Você já viu uma placa de computador? Sabe quais componentes a constitui? Já ouviu falar sobre circuitos integrados? Hoje iremos falar sobre estes componentes, que são muito pequenos, mas que são muito importantes. Então, bora aprender eletrônica!

Circuitos Integrados

Mas o que é CI? CI é a sigla para Circuito Integrado, sendo um componente usado em quase todos os equipamentos eletrônicos atuais! Em eletrônica, um circuito integrado ou um chip é um circuito eletrônico funcional que integra miniaturas de vários componentes eletrônicos, como resistores, capacitores, diodos e transistores.

Um CI é capaz de realizar diversas ações e comandos com alto nível de complexidade, devido à quantidade de componentes que podem ser unidos em um, além de ser capaz de atuar em mais de uma função. Por esse motivo, os circuitos integrados possuem muitas aplicações nas indústrias, tanto nos próprios produtos eletrônicos de consumo quanto nos processos de produção.

Há duas principais vantagens em um circuito integrado, que é o custo e o desempenho. O custo é menor se comparado a outros componentes, devido ao fato de que é necessário uma quantidade inferior de materiais para construir os CIs. O desempenho dos circuitos integrados também é melhor, já que os seus componentes internos alternam rapidamente consumindo pouca energia.

Fabricação de um circuito integrado

Os circuitos integrados, assim como outros dispositivos semicondutores, são fabricados a partir de wafers. Eles são lâminas em forma de disco compostas de silício cristalino puro e com espessura de poucos milímetros. O diâmetro dos wafers pode mudar de acordo com a tecnologia que está sendo usada no processo de fabricação, e pode variar entre 100mm e 300mm.

Em cristais, como os que formam os wafers, os átomos são bem organizados com uma orientação definida. É feito neles um corte ou um pequeno rasgo, que serve para indicar o modo como o cristal está orientado. Após isso, são alteradas as propriedades de regiões específicas do wafer, de modo que sejam formados os componentes e as suas conexões.

O principal processo usado é a litografia, que consiste no depósito de um líquido fotoresistente espalhado de forma uniforme em cima do wafer e na projeção de uma luz UV (ultravioleta) através de uma matriz. É necessário também uma lente, para tornar possível desenhar os circuitos.

O que é um circuito integrado?

Processo de Litografia na fabricação de CIs.

Após o processo de depósito do líquido, são formadas as camadas do chip. Em sequência, ele é revestido de plástico ou cerâmica, e conectado a fios condutores.

As tecnologias de construção dos CIs variam muito, eles podem ter diversas formas e tamanhos, o que determina a maneira que eles serão fixados nas placas de circuitos. Alguns são montados na superfície da placa, sem atravessá-la (Surface Mount Technology “SMT” ou Surface Mount Device “SMD“), e outros são montados com os seus terminais atravessando a placa (Thru Hole ou PTH).

Com a evolução da tecnologia, é possível gravar detalhes cada vez menores nos CIs, aumentando a densidade de componentes que podem ser integrados.

Exemplo de Circuito Integrado

Um exemplo de circuito integrado entre os mais utilizados é o CI 555, também conhecido como Clock 555, que é capaz de emitir pulsos na saída e que possui uma frequência ajustável.

Este CI tem muitas aplicações, dentre elas podemos citar:

O CI 555 também pode ser usado de três modos, que são:

Ele possui 8 terminais (4 de cada lado), que são identificados em sentido anti-horário a partir da parte chanfrada do CI.

Para que serve e como funciona um circuito integrado?

Pinos do circuito integrado 555

Para continuar sempre aprendendo sobre eletrônica e elétrica, veja o vídeo abaixo do canal Mundo da Elétrica sobre a modulação por largura de pulso, que é uma das aplicações do CI 555! Deixe o gostei no vídeo e se inscreva no nosso canal.

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Sobre o autor

Autor Pedro Alves

Pedro Alves atua na área de eletricidade desde 2014 quando cursou Eletromecânica no SENAI. Se tornou eletricista especializado em comandos elétricos e instalações elétricas prediais no ano de 2015. Também é Técnico em Eletrônica pelo CEFET-MG. Trabalha como eletricista autônomo há mais de 4 anos e tem vasta experiência como editor de conteúdo para artigos técnicos na empresa Mundo da Elétrica.

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